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Natividade de Nossa Senhora

Hoje celebramos com carinho a festa do nascimento da mãe de Deus e nossa mãe, segundo a tradição Maria nasceu em Jerusalém, sob o reinado de Herodes, quando tratava de aniquilar a raça real de Davi para impossibilitar o cumprimento das profecias que anunciavam que o Salvador sairia da família de Jessé.

Maria nasceu de pais já velhos e estéreis, chamados Joaquim e Ana, como resposta às suas preces. A paciência, fé e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. num sábado, 8 de setembro do ano 20 A.C nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa “Senhora da Luz”, passado para o latim como Maria.

A Igreja em sua ordem de fé celebra apenas a memória dos Santos, ou seja, a data em que esses exemplos de obediência a Deus partem para a vida eterna, conservando três exceções de grande importância para a história da nossa Salvação, Jesus Cristo nosso Senhor, São João Batista o precursor do Messias e, como não poderia deixar de ser, Maria Santíssima, a Virgem concebida sem pecado original, mãe de Jesus Cristo, redentor da humanidade. O nascimento de Maria Puríssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

Da mesma forma como o anjo Gabriel solicitou a alegria de Maria que encontrou Graça diante de Deus, sendo a escolhida para ser a mãe do Salvador, devemos ser jubilosos pelo nascimento da linda aurora que precede o nascer do sol: “Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria. Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.” (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268).

Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Diz-se que a festa da natividade, teve início no ocidente no ano de 430 por iniciativa de São Maurílio. A comemoração espalhou-se rapidamente por toda a Igreja, porém somente no ano de 1245, durante o Concílio de Lyon que o Papa Inocêncio IV estendeu oficialmente a festividade a toda igreja.

Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as “maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Catecismo §721).

Veneramos hoje a sempre Virgem Maria, a alvorada que antecede o sol da Justiça, Jesus Cristo, Nosso Salvador. 

Luciane Sardinha – PasCom

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