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“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16)

Planaltina, 27 de agosto de 2017

XXI Domingo do tempo comum/A

Leituras: Is 22, 19-23/ Sl 137 (138)/ Rm 11, 33-36

Evangelho: Mt 16, 13-20

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16)

Hoje o Evangelho coloca em estreita relação duas realidades fundamentais para a nossa fé: o conhecimento de Jesus Cristo e a Igreja. Para lembrar-nos que a Igreja é a assembleia dos que conhecem a Jesus Cristo e aderem a Ele pela fé. E que pertencer à Igreja, estar nela, é condição fundamental para se crescer no conhecimento de Jesus Cristo.

É neste sentido que o Senhor propõe a Simão Pedro a pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). Para mais adiante confiar a ele o pastoreio sobre a Igreja Universal: “Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja…” (Mt 16, 18).

A resposta de Pedro à pergunta do Senhor não foi fundada em meras opiniões ou raciocínios humanos, é o próprio Cristo quem o afirma “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (Mt 16, 17).

Foi Deus quem suscitou em Pedro a fé, para que ele pudesse professar “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). Com estas palavras Pedro atesta que agora conhece o Senhor não apenas por ouvir falar. A partir de então seu conhecimento à respeito de Jesus Cristo sai da superficialidade para alcançar a robustez da fé.

A exemplo de Pedro, também nós não podemos nos contentar com um conhecimento superficial de Jesus Cristo. Conhecendo-O apenas por ouvir falar, ou por aquilo que os outros dizem, “alguns dizem…” (Mt 16, 13). Precisamos responder pessoalmente à nossa adesão a Jesus Cristo, como Pedro, confessar com a boca “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. O Senhor fundou a sua Igreja sob a fé de Pedro.

Normalmente quando conhecemos uma pessoa apenas superficialmente tendemos a admirá-la. Mas quando nos aproximamos um pouco mais, é muito comum nos decepcionar. Com Jesus Cristo é diferente, quando nos aproximamos Dele, e passamos a conviver com Ele, na Palavra, na Igreja, na Eucaristia, nos demais sacramentos, mais nos apaixonamos por Ele.

A profissão de fé de Pedro valeu-lhe a graça e a responsabilidade de ser constituído a rocha da Igreja. Somente pode tornar-se servo da Igreja de Jesus Cristo quem o conhece, quem Nele crê, quem o conhece pela fé. Pois a missão da Igreja no mundo é levar os homens ao conhecimento de Jesus Cristo, para que conhecendo O se salvem.

Quem adere a Cristo pela fé, torna-se servo do seu Evangelho, para a vida do mundo. Portanto, não sejamos estranhos a Jesus Cristo, e não permitamos que a nossa falta de fé O faça estranho a nós. Conhecer o Senhor é a melhor coisa que pode nos acontecer, é tomar ciência Daquele ao qual pertencemos, pois “na verdade, tudo é dele, por ele e para ele” (Rm 11, 36).

Pe. Hélio Cordeiro

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